O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), descartou hoje (20) a possibilidade de se lançar como candidato ao Governo do Estado nas eleições de outubro. Apesar de admitir publicamente que possui a vontade pessoal de comandar o Palácio Paiaguás, o chefe do Poder Legislativo sepultou os boatos de bastidores ao garantir que o projeto majoritário não faz parte dos projetos atuais.
As declarações foram dadas após seu nome voltar a ser ventilado por lideranças e apoiadores para encabeçar uma chapa ao governo estadual. Max, no entanto, adotou uma postura cautelosa e afirmou que uma candidatura desse porte não pode nascer de uma vaidade individual ou de uma decisão isolada, mas sim de uma conjuntura que envolva apelo popular e sustentação partidária.
“Não é o meu projeto, eu não tenho trabalhado isso. Como eu faço parte de um grupo, eu estou trabalhando o meu projeto. Qualquer decisão não é só do deputado Max. Uma candidatura majoritária não pode ser algo do candidato, tem que ser algo da vontade popular, tem que ser um projeto de grupo, tem que representar uma vontade da população e um projeto para o Estado de Mato Grosso”, ponderou o presidente da ALMT.
Momento certo
Embora tenha descartado a disputa para este pleito, Max Russi não escondeu que o Governo de Mato Grosso figura em seus planos políticos para o futuro. Ele destacou que pretende continuar pavimentando seu espaço na política regional, deixando o destino de sua carreira a cargo de uma construção a longo prazo. “Eu tenho essa vontade, mas Deus vai preparar o momento certo. Vou trabalhar bastante para isso”.
Na semana passada, Max revelou que chegou a ser sondado pela presidente nacional da legenda, Renata Abreu, mas optou por manter o foco no fortalecimento da chapa de deputados do partido no estado. Segundo o deputado, o planejamento atual do Podemos em Mato Grosso é eleger uma bancada expressiva, com a meta de conquistar seis cadeiras na Assembleia e representação na Câmara Federal.
“Nesse momento, o nosso projeto é fazer essa boa construção de chapa de deputado estadual. Vamos eleger seis deputados estaduais, vamos eleger deputado federal e, com isso, podemos sair muito fortalecidos nessa eleição. Daqui a quatro anos, isso traz um ânimo, muito ânimo. Eu estou trabalhando bastante para ser um bom presidente da Assembleia e que Deus me prepare para poder disputar um cargo maior em 2030”, disse ele na ocasião.
O cenário de pré-candidaturas ao Governo de Mato Grosso segue com nomes já articulados nos bastidores. Entre os principais estão o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), o senador Wellington Fagundes (PL) e o senador Jayme Campos (PSD).
Além deles, se declararam pré-candidatos: Natasha Slhessarenko (PSD), Caiubi Kuhn (PDT), Maurício Coelho (Inconfidência/Mobiliza), Marcelo Maluf (Novo), Alex Pucinelli (Democratas), Maurício Tonhá (Democracia Cristã), Rafaell Milas (MBL) e o Sargento Laudicério Aguiar Machado (sem partido).
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Fonte: Repórter MT































