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POLÍTICA NACIONAL

Alcolumbre não deverá ceder, e CPI do Master é dada como enterrada nos bastidores

O principal obstáculo continua sendo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que não deve ceder às novas pressões para o início das investigações.
Alcolumbre no plenário da Câmara durante sessão conjunta do Congresso Nacional | Divulgação/Saulo Cruz/Agência Senado

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Apesar dos acenos públicos pela criação da CPI do Banco Master, deputados de todos os campos políticos avaliam nos bastidores que a probabilidade de abertura do colegiado é baixíssima. O principal obstáculo continua sendo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que não deve ceder às novas pressões para o início das investigações.

Pelo menos oito propostas de comissões tramitam no Congresso. Três delas contam com o número necessário de assinaturas desde o início do ano. O avanço, contudo, depende do presidente de cada uma das Casas ler um dos requerimentos no início das sessões. No caso do Senado, Alcolumbre vem ignorando os pedidos.

Nesta quinta (21) ele desperdiçou, pela segunda vez, a oportunidade de fazer a leitura pela abertura de uma comissão parlamentar mista (CPMI) durante a sessão conjunta com a Câmara dos Deputados para análise dos vetos presidenciais sobre o orçamento. Ao SBT News, parlamentares afirmaram que o senador atua como uma “força oculta” para travar as investigações.

O argumento oficial dos aliados de Alcolumbre é que ele é contra investigações parlamentares em ano eleitoral, pois elas poderiam ser capitalizadas politicamente. Nos bastidores, porém, circula a tese de que a CPI do Master contraria interesses pessoais de Alcolumbre, que chegou a se reunir com o banqueiro Daniel Vorcaro.

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O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), também já demonstrou pouca disposição para avançar com o tema. No último domingo (17), Motta afirmou que os pedidos de investigação sobre o Master receberão “tratamento regimental”, entrando na fila de outras 17 solicitações de CPI já protocoladas. Na prática, deputados avaliam que o movimento enterra qualquer possibilidade de o colegiado ser instalado.

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Apesar disso, o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) voltou a pedir a abertura da CPI durante a sessão do plenário desta quinta (21), após admitir ter se encontrado com Vorcaro após a primeira prisão do banqueiro.

Parlamentares do PT, como o deputado federal Lindbergh Farias (RJ), também têm se movimentado nas redes sociais pelo mesmo objetivo. A avaliação geral é que manter o assunto em pauta serve mais como aceno à opinião pública com fins eleitorais do que como uma medida de efeito prático.

Fonte: SBT News

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