Se a eleição para o Senado terminasse hoje, pelo menos seis candidatos em Mato Grosso já teriam gasto mais dinheiro do que o valor disponível em caixa. Os dados das prestações de contas à Justiça Eleitoral mostram campanhas que já queimaram recursos acima do saldo na reta final da disputa.
O maior descompasso está na campanha do ex-governador Pedro Taques (PSB), que já declarou R$ 2,28 milhões em despesas, mas aparece com apenas R$ 772,9 mil em caixa. A diferença chega a aproximadamente R$ 1,51 milhão. Quase 72% de tudo o que foi gasto por Taques está concentrado em serviços prestados por terceiros, que somam R$ 1,64 milhão.
Logo atrás aparece José Medeiros (PL), que já gastou R$ 4,1 milhões, mas tem R$ 2,8 milhões em caixa. Na prática, a campanha já consumiu aproximadamente R$ 1,27 milhão a mais do que o saldo disponível atualmente. O maior desembolso foi com impulsionamento de conteúdos, que recebeu R$ 1 milhão, seguido por R$ 688 mil em atividades de militância e mobilização de rua.
Na sequência aparece Carlos Fávaro (PSD). O candidato já gastou R$ 1,71 milhão, enquanto possui R$ 1,37 milhão em caixa, uma diferença de aproximadamente R$ 336,3 mil. Entre as principais despesas estão R$ 436,9 mil com militância e mobilização de rua, R$ 340 mil em serviços advocatícios e R$ 255 mil em impulsionamento de conteúdos.
Mauro Mendes (União) também aparece com as contas no vermelho. A campanha declarou R$ 1,59 milhão em despesas, contra R$ 1,09 milhão em caixa, deixando uma diferença de aproximadamente R$ 496,8 mil. O maior gasto foi com serviços prestados por terceiros, que consumiram R$ 400 mil, seguido por publicidade em materiais impressos, com R$ 365,4 mil, e impulsionamento, com R$ 275 mil.
Outro nome que já ultrapassou o próprio saldo disponível é Galvan (Avante). Foram R$ 904,2 mil gastos, diante de R$ 877,7 mil em caixa, diferença de aproximadamente R$ 26,5 mil. A campanha destinou R$ 300 mil a serviços advocatícios, R$ 247,5 mil a materiais impressos e outros R$ 197,2 mil ao impulsionamento de conteúdos.
A lista também inclui Beni Godoy (AGIR), que declarou R$ 40,5 mil em despesas e possui R$ 26,5 mil em caixa. A diferença é de cerca de R$ 14 mil. O principal desembolso foi com serviços advocatícios, no valor de R$ 25 mil.
Já Nelson Ferreira (AGIR) aparece com a menor movimentação entre os candidatos analisados: declarou R$ 1 mil em despesas e não possui dinheiro em caixa. Todo o valor foi destinado a serviços contábeis.
Quem ainda tem dinheiro sobrando
Janaina Riva (MDB) gastou R$ 1,75 milhão, mas ainda declara R$ 3,73 milhões em caixa. Margareth Buzetti (PP) possui R$ 3,30 milhões em caixa, diante de R$ 2,60 milhões em despesas.
Já Coronel Darwin (Democrata) declarou R$ 35,2 mil em gastos e mantém R$ 50 mil em caixa.
Fonte: Gazeta Digital
































