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EM MIRASSOL

Operação mira bando que se passou por policiais para invadir casa e matar servidor

Investigações apontam que o crime foi previamente planejado e executado por grupo criminoso
PJC-MT

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã de hoje (6), a Operação Ponto Cego para cumprir ordens judiciais contra integrantes de um grupo criminoso envolvido em um homicídio ocorrido no início do mês de julho, no município de Mirassol D’Oeste (a 296 km de Cuiabá).

Na operação, são cumpridos dois mandados de prisão temporária, sete mandados de busca e apreensão, além de outras medidas cautelares. As ordens, expedidas pela 3ª Vara Criminal de Mirassol D’Oeste, são cumpridos nos municípios de Mirassol D’Oeste e Vila Bela da Santíssima Trindade.

O crime ocorreu no dia 1º de julho deste ano, quando a vítima, identificada como José Carlos Toninato, foi alvejada por disparos de arma de fogo de calibre 12 e de pistola calibre 9 mm, em uma residência localizada entre os bairros Pôr do Sol e Morumbi.

Na ocasião, quatro criminosos chegaram ao imóvel em um veículo. Três saíram do carro e arrombaram o portão. Dois deles, um com arma longa e outro com pistola, efetuaram disparos contra a vítima. O quarto bandido permaneceu no veículo para dar apoio à fuga. Toda a ação durou cerca de um minuto.

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As investigações, conduzidas pela Delegacia de Polícia de Mirassol D’Oeste, apontaram que o crime foi previamente planejado e executado mediante divisão de tarefas, utilização de veículo de apoio e emprego de um imóvel como base logística pelos autores. Imagens de videomonitoramento permitiram reconstruir parte do trajeto percorrido pelos envolvidos antes e depois do homicídio.

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As diligências também identificaram indícios de que pessoas ligadas à estrutura criminosa teriam providenciado o local utilizado pelos executores e, posteriormente, atuado para eliminar elementos de informação, mediante a retirada ou inutilização do cartão de memória das câmeras de segurança do imóvel.

A investigação apura ainda a possível participação de integrantes de uma facção, responsáveis pelo levantamento do endereço da vítima, pela condução do veículo empregado no crime, pelo apoio aos executores e pela ocultação dos envolvidos após a ação.

Diante das evidências, foi representado pela adoção das medidas judiciais contra os investigados, que foram deferidas pelo Poder Judiciário. Os materiais apreendidos durante a operação serão encaminhados à análise, com a finalidade de identificar os executores, colaboradores e eventuais mandantes do homicídio. A investigação permanece em andamento para o total esclarecimento dos fatos e a responsabilização de todos os envolvidos.

Vídeo:

Nome da operação

O nome “Ponto Cego” faz referência à tentativa de impedir o registro e a recuperação das imagens do imóvel utilizado como apoio, com o objetivo de dificultar a identificação dos envolvidos e a reconstrução da dinâmica criminosa.

Fonte: Repórter MT

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