A deflagração da operação da Polícia Federal, que apura um suposto esquema envolvendo R$ 308 milhões, decorrente de um acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a Oi, em pleno período eleitoral, tem potencial para produzir efeitos imprevisíveis.
Os candidatos ao Senado Mauro Mendes e à vice-governadoria Fábio Garcia, ambos do União Brasil, figuram entre os alvos da operação e ocupam posições centrais no grupo político que administra o Estado.
A associação de seus nomes a uma investigação da PF tende a fornecer munição pesada aos adversários, que irão explorar o tema à exaustão durante a campanha, ao mesmo tempo em que exigirá do grupo governista uma estratégia eficiente de comunicação para conter desgastes.
O impacto eleitoral, porém, dependerá menos da deflagração da operação em si do que dos desdobramentos da investigação. Eventuais novas diligências, divulgação de documentos, depoimentos ou decisões judiciais poderão alterar o ambiente político, enquanto a ausência de fatos novos tende a reduzir o peso do episódio ao longo da campanha.
É importante ressaltar que a investigação ainda está em fase inicial e que todos os envolvidos são presumidamente inocentes, conforme prevê a Constituição Federal, até que eventual condenação definitiva prove o contrário.
Fonte: Mídia News


































