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R$ 51,8 MIL POR BRASILEIRO

Dívida pública explode com Lula e Brasil deve R$ 11,1 trilhões

Dividido pela população estimada pelo IBGE, esse estoque equivale a aproximadamente R$ 51,8 mil por brasileiro.
Ricardo Stuckert

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A dívida bruta do Governo Geral chegou a R$ 11,1 trilhões em agosto de 2026, o equivalente a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados divulgados pelo Banco Central. O percentual avançou 0,3 ponto percentual em relação a julho e atingiu um dos maiores níveis dos últimos anos.

Para dimensionar o tamanho do número, se o estoque da dívida fosse simplesmente dividido pela população estimada pelo IBGE para 2026, de 214,2 milhões de habitantes, chegaria a aproximadamente R$ 51,6 mil por brasileiro — incluindo crianças, adultos e idosos. É uma comparação matemática, e não significa que cada cidadão tenha uma dívida individual nesse valor.

Dívida cresceu desde o fim de 2022

No fim de 2022, antes do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a dívida bruta correspondia a cerca de 71,7% do PIB. Em agosto de 2026, chegou a 82,9%, uma diferença de aproximadamente 11,2 pontos percentuais.

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O Banco Central aponta que, somente em 2026, a relação dívida/PIB aumentou 4,2 pontos percentuais. Entre os principais fatores estão a incorporação de juros nominais, que respondeu por 6,5 pontos, além das emissões líquidas de dívida. O crescimento nominal do PIB ajudou a compensar parte dessa alta.

Juros passam de R$ 1 trilhão

Outro número que chama atenção é o custo dos juros da dívida.

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Nos 12 meses encerrados em agosto, as despesas com juros nominais chegaram a R$ 1,182 trilhão, equivalente a 8,86% do PIB. Somente em agosto, foram R$ 105,9 bilhões em juros.

Além disso, o setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 10 bilhões em agosto — ou seja, gastou mais do que arrecadou antes mesmo de considerar os juros da dívida. No acumulado de 12 meses, o déficit primário chegou a R$ 82,1 bilhões.

A conta das promessas

Benefícios, programas sociais, investimentos e políticas públicas têm custos e precisam ser financiados pelo orçamento público. O desafio fiscal está justamente em conciliar essas despesas com a arrecadação, o crescimento da economia e o controle da trajetória da dívida.

O governo Lula defende suas políticas públicas e medidas de estímulo à economia, enquanto críticos da condução fiscal questionam o ritmo de crescimento do endividamento e cobram maior controle das despesas.

Com uma dívida que já ultrapassa R$ 11 trilhões, juros superiores a R$ 1 trilhão em 12 meses e a dívida bruta chegando a 82,9% do PIB, o debate sobre as contas públicas deve ganhar ainda mais espaço no cenário político e econômico.

A questão central passa a ser: como o governo pretende financiar suas políticas, manter os programas públicos e, ao mesmo tempo, estabilizar a trajetória da dívida?

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