As negociações apoiadas pelos Estados Unidos entre o governo interino da Venezuela e uma facção da oposição tiveram início na tarde desta quinta-feira (6), após quase uma semana de atraso.
O objetivo é reformular o sistema político do país antes de eventuais eleições.
O primeiro encontro aconteceu a portas fechadas, sem a presença da imprensa e sem declarações públicas das delegações. Apenas fotógrafos tiveram acesso ao início das conversas no Centro de Convenções de La Carlota, uma instalação militar em Caracas.
A mesa de negociação foi liderada por Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional e irmão da presidente interina Delcy Rodríguez. Ele também é um negociador de longa data em conversações anteriores com os Estados Unidos e a oposição.
Do outro lado, estava Dinorah Figuera, que lidera um grupo da Assembleia Nacional de maioria oposicionista eleita em 2015, quando a oposição conquistou a maioria parlamentar. A legislatura ainda é reconhecida pelos Estados Unidos como a última Assembleia Nacional do país eleita democraticamente.
“Hoje demos início ao processo que traçará o caminho rumo à democracia e à reinstitucionalização da Venezuela”, disse Figuera em uma postagem no X.
Em comunicado conjunto, os negociadores afirmaram que atuarão com base em princípios de respeito à soberania nacional, negociação de boa-fé, proteção dos direitos humanos e garantia dos direitos políticos de todas as forças. Também disseram buscar uma “solução política, pacífica, democrática e constitucional” para a crise venezuelana.
Ausência de María Corina Machado

A principal líder da oposição venezuelana e vencedora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, ficou fora das negociações, assim como Edmundo González, candidato presidencial da oposição em 2024.
A ausência de Corina Machado provocou críticas de setores da oposição. O jornal El País informou que líderes reivindicaram a presença da dirigente nas negociações com o governo. Ela afirmou que não impedirá o avanço das negociações.
Autoridades norte-americanas negam que tenham vetado o retorno de María Corina Machado à Venezuela.
Fonte: SBT News


































