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ESQUERDA VOTOU CONTRA

Câmara aprova PEC que amplia isenção de impostos para igrejas

Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

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A Câmara dos Deputados aprovou uma PEC que amplia os benefícios tributários para igrejas e instituições religiosas em todo o país. A proposta passou com ampla maioria: foram 385 votos favoráveis contra 93 contrários. Agora, o texto segue para análise do Senado Federal.

O que muda na prática?

Hoje, igrejas já possuem imunidade tributária sobre patrimônio e renda. Com a nova proposta, o benefício passa a atingir também produtos e equipamentos considerados essenciais para funcionamento, construção e manutenção dos templos.

Entre os itens que poderão ficar livres de impostos estão:

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  • cimento;
  • tijolos;
  • tintas;
  • materiais de construção;
  • microfones;
  • veículos usados pelas instituições religiosas.

Impacto bilionário

Durante a tramitação, estimativas apontaram que a ampliação da isenção pode representar cerca de R$ 1 bilhão por ano a menos nos cofres públicos.

Votação dividiu o plenário

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As bancadas do Partido dos Trabalhadores, Partido Comunista do Brasil, Partido Verde, Partido Socialismo e Liberdade e Rede Sustentabilidade votaram contra a proposta.

Os parlamentares críticos argumentam que a PEC reduz a capacidade de arrecadação do Estado e amplia privilégios tributários em um momento de pressão fiscal.

Defensores falam em liberdade religiosa

Já os apoiadores afirmam que as igrejas exercem papel social importante e que a medida fortalece a liberdade religiosa e o trabalho comunitário realizado pelas instituições.

Debate promete esquentar no Senado

A tendência é que o tema continue gerando forte discussão política e ideológica nas próximas semanas, especialmente pelo impacto financeiro e pelo peso eleitoral do segmento religioso no Brasil.

Agora fica a pergunta: incentivo legítimo à fé ou ampliação de privilégios fiscais em tempos de crise?

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