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FEMINICÍDIOS DISPARAM EM MT

Maioria das vítimas de feminicídio em MT não havia denunciado o agressor, aponta levantamento do MP

O relatório aponta que o menosprezo à condição de mulher foi a principal motivação identificada nos crimes.
Montagem/PowerMix ia

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Mato Grosso registrou 23 feminicídios entre janeiro e junho de 2026, conforme levantamento divulgado pelo Observatório Caliandra, do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). Os dados, atualizados até o dia 29 de junho, revelam que cinco mulheres foram assassinadas somente neste mês, reforçando o cenário de violência de gênero no estado.

Cuiabá e Várzea Grande lideram o ranking de ocorrências, com três feminicídios cada. Na sequência aparecem Vila Bela da Santíssima Trindade e Tangará da Serra, com dois casos cada. Também houve registros em Tapurah, Sinop, São José do Xingu, Rondonópolis, Poxoréu, Porto dos Gaúchos, Nova Maringá, Nova Bandeirantes, Lucas do Rio Verde, Itaúba, Guarantã do Norte, Chapada dos Guimarães e Brasnorte.

O relatório aponta que o menosprezo à condição de mulher foi a principal motivação identificada nos crimes. Em seguida aparecem fatores como ciúmes, não aceitação do fim do relacionamento, discussões e conflitos financeiros.

Violência dentro de casa

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Os números também mostram que a maior parte dos assassinatos ocorreu dentro do ambiente doméstico. Das 23 vítimas, 11 foram mortas dentro de casa e outras sete na residência da própria vítima, evidenciando que o lar continua sendo um dos locais mais perigosos para mulheres em situação de violência.

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Outro dado que chama atenção é que 17 das 23 vítimas nunca haviam registrado boletim de ocorrência contra o agressor. Apenas seis mulheres procuraram oficialmente os órgãos de segurança antes do crime.

Relação entre vítima e agressor

Na maioria dos casos, havia algum vínculo entre autor e vítima. O levantamento mostra que:

  • 10 mulheres foram mortas pelo companheiro;
  • 3 por ex-companheiros;
  • 3 por familiares;
  • 1 pelo namorado;
  • 1 por uma pessoa com quem mantinha relacionamento casual;

Em 5 casos, não havia vínculo conhecido entre vítima e autor.

Entre os meses analisados, março foi o período mais violento, com seis feminicídios registrados. Junho encerrou o primeiro semestre com cinco casos, tornando-se o segundo mês com maior número de assassinatos de mulheres por razões de gênero.

Os dados reforçam o alerta para a necessidade de fortalecer as políticas públicas de prevenção, ampliar a rede de proteção às vítimas e incentivar a denúncia de casos de violência doméstica antes que as agressões evoluam para crimes fatais.

Fonte: Power Mix

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