Os fumantes brasileiros passaram a pagar mais caro pelo cigarro a partir deste sábado (1º). O preço mínimo do maço foi reajustado de R$ 7,50 para R$ 10,50, aumento que pode chegar a 40%, dependendo da marca comercializada.
A medida ocorre em um cenário de intensificação das ações de combate ao tabagismo. De acordo com o Ministério da Saúde, o consumo de cigarros está associado a mais de 50 doenças, entre elas diversos tipos de câncer, enfermidades cardiovasculares e respiratórias, sendo responsável por aproximadamente 177 mil mortes por ano no Brasil.
Para quem deseja abandonar o vício, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza tratamento gratuito nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). O serviço inclui acompanhamento por equipes multiprofissionais, orientação especializada e apoio durante o processo de cessação do tabagismo.
Apesar do impacto do aumento sobre os consumidores, a cadeia produtiva do tabaco segue com forte relevância econômica, especialmente na Região Sul do país. Segundo a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), o Brasil ocupa a posição de segundo maior produtor mundial de tabaco.
Atualmente, cerca de 138 mil famílias distribuídas em 525 municípios dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná dependem da atividade, que ocupa mais de 310 mil hectares de pequenas propriedades rurais.
Ainda conforme a Afubra, a safra 2024/2025 movimentou mais de R$ 14,6 bilhões em receita para os produtores da região, reforçando a importância do setor para a economia local, mesmo diante das políticas públicas voltadas à redução do consumo de cigarros.
Fonte: Power Mix


































